Cultura tradicionalista

Origen da Palavra Gaúcho

No início, quando toda a atividade se resumia à extração do couro do gado selvagem, os habitantes do pampa eram designados como guascas, palavra que significa tira de couro cru.
Só mais tarde, por volta de 1770, de acordo com o historiador argentino Emilio Coni, vai aparecer o termo gaudério, aplicado aos "aventureiros paulistas que desertavam das tropas regulares para se tornarem coureadores e ladrões de gado".

     Considerado pioneiro nas pesquisas sobre o tema, Coni afirma que a expressão "gaúcho" torna-se corrente nos documentos a partir de 1790 como sinônimo de gaudério e também para designar os ladrões de gado que atuavam nos dois lados da fronteira.
O pesquisador uruguaio Fernando Assunção informa ter encontrado em 1771 uma correspondência ao governador Vertiz, de Buenos Aires, pedindo providências contra "alguns gahuchos" que andavam assaltando estâncias e roubando na região.

     Uma coisa é certa: até a metade do século dezenove, o termo gaúcho era ainda depreciativo, "aplicado aos mestiços de espanhol e português com as índias guaranis e tapes missioneiras". Saint Hilaire, nos seus minuciosos apontamentos de 1820, ainda menciona "esses homens sem religião nem moral, na maioria índios ou mestiços que os portugueses designavam pelo nome de Garruchos ou Gahuchos".

     Quanto à origem da palavra, há muitas divergências. Alguns autores afirmam que o termo gaúcho vem do Guarani. Significaria "homem que canta triste", aludindo provavelmente à "cantilena arrastada dos minuanos".

     A maioria dos autores rio-grandenses, no entanto, aceita outra explicação: seria uma corruptela da palavra Huagchu, de origem quêchua, traduzida por guacho, que significa órfão e designaria os filhos de índia com branco português ou espanhol, "registrados nos livros de batismo dos curas missioneiros simplesmente como filho de fulano com uma china das Missões", de acordo com Augusto Meyer.

A Cozinha Gaudéria

A cozinha gauchesca é rica, variada e desconhecida. O gaúcho campeiro é essencialmente um devorador de carne, com pratos preparados com carne de boi, ovelha, porco e galinha, com exceção do morador da região litorânea, e evidentemente na Semana Santa, quando são feitos os pratos à base de peixes, e o gaúcho se tornapescador em rios e lagoas, visto que de quarta-feira em diante, nesta semana, substitui a carne pelo pescado, retornando às suas origens alimentares com o tradicional cordeiro assado no Domingo de Páscoa.

     A cozinha gaúcha conta com mais de uma centena de pratos típicos, sofrendo a influência da colônia alemã e da italiana. Curiosamente,não existe relação com a culinária de origem portuguesa, indígena ou castelhana.

     Apesar de rica e variada, não podemos nos esquecer que este era oalimento do gaúcho de bota, bombacha e cavalo na dura lida campeira. Hoje, grande parte dos gaúchos trocou o "pingo" pelo automóvel, o laço do dia a dia pelo esporte no piquete de laçadores, a atividade de carnear pelo balcão do açougue, e fizemos a terrível descoberta do colesterol...

     Não é o caso de um gaudério como eu, que alço a perna na cadeira estofada, preparo o meu teclado e rodo o mundo na internet... então o velho ditado: "Todo excesso é perigoso"... reserve esses quitutes para os finais de semana, sempre regado ao bom mate.

     Para aqueles que já sentem o peso da idade, ou que se emocionam quando ouvem a música "Veteranos", cuidado, é bom ler também o texto bem retratado na poesia "Penúltima China" do grande Antônio Augusto Fagundes, onde em certa estrofe diz: "... e adeus canha do bom tempo... de cigarro, nem te falo... não mais pular a cavalo, agüentar uma briga... agora é dor de barriga, pressão alta, desconforto, míope, vesgo ou torto. Não come churrasco gordo, nem chega perto do sal, la pucha que no final, o homem, velho animal, é o mesmo que um burro morto...

O que é um CTG

 Os Centros de Tradições Gaúchas ( CTG ) são sociedades sem fins lucrativos, que buscam divulgar as tradições e o folclore gaúcho. É um local de integração social dos tradicionalistas.

     Nestas entidades, a maioria dos trabalhos é voluntária. Nos fandangos, almoços e jantares toda a preparação fica a cargo das famílias dos associados, desde o churrasco até o arroz carreteiro. Nos CTG's acontece o encontro de gerações, pois convivem netos, pais e avós. Ali se ensina, se aprende, se trabalha e se diverte. É o local de fandangos (bailes), de churrascadas, sarau de prendas, etc.

     Esse convívio de gerações ajuda a melhorar o relacionamento entre pais e filhos, a desenvolver o respeito e também a responsabilidade, aprender o que é a hospitalidade e a solidariedade e despertar o civismo e o amor à Pátria.

Fogo de Chão

As longas noites de inverno, nas primitivas tribos indígenas levaram os nativos a descobrir o "Fogo de Chão". Próximo de suas ocas construíam locais onde as famílias reuniam-se ao redor do fogo.

     As brasas incandescentes eram um verdadeiro convite para o doce aconchego, quando o frio parecia congelar o ideal, a vida e o próprio tempo.

     As lidas campeiras passaram a ser o tema central, enquanto o chimarrão corria de mão-em-mão. O "Fogo de Chão" aquecia o sentimento nativo do mestiço, projetando-se o ideal campeiro do gaúcho e isso foi passado de geração para geração. Ao redor do "Fogo de Chão", nas rodas de
chimarrão, foram tomadas grandes decisões históricas do Rio Grande do Sul.

     A convivência galponeira é tão tradicional no Rio Grande do Sul, que numa fazenda chamada Boqueirão em São Sepé, um "Fogo de Chão" é mantido aceso há mais de duzentos anos. A fazenda Boqueirão fica no distrito de Vila Block, município de São Sepé a 260 km de Porto Alegre. O fogo é alimentado por toras de madeira de lei chamadas guarda-fogo ou lenha de combustão, o que permite que a chama se mantenha acesa enquanto todos dormem. A história conta que este
fogo foi aceso por um índio charrua ou por um negro escravo e mantido ao longo do tempo devido inicialmente às dificuldades de se fazer fogueiras, e, posteriormente como forma de ver-se mantidos os caprichos do Patrão. A chama acesa arde constantemente num galpão com estrutura de 1818, tornando-se hoje centro de romarias nativistas e tradicionalistas.

O Laçador

      O Monumento "Laçador" foi criado por Antonio Caringi, inaugurado em 20/09/1958, no Largo do Bombeiro, em Porto Alegre - RS, tendo por modelo Paixão Côrtes. Este monumento possui 4,45 metros e está assentado num pedestal de granito, totalizando 6,55 m e pesando 3,8 toneladas.

     João Carlos D'Avila Paixão Côrtes, nasceu em 12/07/1927 em Sant'Ana do Livramento - RS, é engenheiro agrônomo, mas tornou-se mundialmente conhecido como estudioso da Tradição Rio-Grandense, com um sem número de trabalhos aprovados em Congressos Tradicionalistas, sendo o maior divulgador da tradição gaúcha na América do Sul.

     Paixão Côrtes iniciou cedo pesquisas do folclore rio-grandense, registrando com gravadores, filmadoras e máquinas fotográficas todo o rico material da cultura do homem campesino gaúcho. Pesquisa essa que estendeu-se até peças originais de museus como o Louvre, de Paris, do Museu do Trajo Português, de Lisboa, Museu do Prado, de Madri, Museu Militar, da Escócia, Victória and Albert, de Londres, e tantos outros da América do Sul.

     Paixão Côrtes é o se que pode chamar de tradicionalista de primeira Hora, visto ter sido integrante do "Grupo dos Oito", que fundou o "35 - CTG" em 1948, que foi o primeiro CTG fundado, originando daí todo o Movimento Tradicionalista do qual fazemos parte com tanto orgulho.

     É criador dos símbolos da "Chama Crioula", do "Candeeiro Crioulo" e da "Semana Farroupilha".

     Em 1953, fez nascer o famoso conjunto folclórico "Tropeiros da Tradição", iniciando assim uma nova era profissional na projeção folclórica das danças e temas nativos. Na área discográfica atuou em 7 (sete) long-plays cantando, com os quais recebeu prêmios como, melhor Realização Folclórica Nacional (1962) e melhor Cantor Masculino do Folclore do Brasil (1964).

     Como comunicador, Paixão Côrtes tem mais de 40 anos de dinâmica atividade, atuando em conceituados programas de rádio Rio-Grandenses, sendo o criador, com Darcy Fagundes do famoso "Grande Rodeio Coringa" em 1955, programa esse que reformulou a programação gauchesca de auditório do Rio Grande. Paixão Côrtes é responsável também pelo surgimento de "Festa de Galpão"(1953), "Festança da Querência"(1.958), "Domingo com Paixão Côrtes" e "Querência", estes dois últimos em plena vigência na rádio Guaíba.

     Atuou como consultor de costumes e revisor de texto para a televisão e cinema. E como ator encarnou o expressivo Pedro Terra no filme "Um Certo Capitão Rodrigo", dirigido por Anselmo Duarte, baseado no romance "O Tempo e o Vento" de Érico Veríssimo.

     Como bailarino e cantor, Paixão Côrtes viajou oito vezes para a Europa, atuando na mais famosa casa de espetáculos européia, no Olimpia de Paris, permanecendo cinco meses na França apresentando nossas danças folclóricas também nos palcos da Universidade de Sorbonne, Teatro
Mogador, Prefeitura Parisiense e outras casas noturnas. Atuou também na Alemanha, na "Feira Mundial de Transportes e Comunicações", em Munique, no "Cassino de Estoril", em Lisboa, e na "Feira Rural de Santarém", em Portugal.

     Em 1986 Paixão Côrtes retornou à Europa, distribuindo na Inglaterra e Escócia sua obra "The Gaúcho, Dances Costumes, Craftsmanship" impresso em inglês. Na BBC de Londres apresentou-se cantando e dançando temas gauchescos, acompanhado pelo conjunto musical "Os Farrapos" (Disco de Ouro / 1988).

     Foi conferencista no Arquipélago Açoriano Português em intercâmbio cultural entre "Ilhéus" e "Gaúchos".

     Cabe ressaltar que Paixão Côrtes não está vinculado a nenhuma instituição governamental, quer Municipal, Estadual ou Federal, nem recebe qualquer subvenção de qualquer órgão internacional.

     Quis a história que se fizesse justiça a esse gigante do tradicionalismo, eternizando sua figura no bronze do "Laçador" do qual foi modelo para o escultor Antonio Caringi, em 1954, imagem esta escolhida como símbolo de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul.

A Mulher Gaúcha

       As épocas são caracterizadas pelas idéias, as quais geram inúmeros acontecimentos. Não podemos sequer pensar, que, em cada período da história interfere uma única corrente ideológica, pois a evolução social não é linear.

          A história da humanidade constata a sujeição da mulher em relação ao homem, o que não anula a existência de mulheres, que se destacaram naquelas épocas remotas, nos mais diferentes setores das atividades sociais, muito embora, pouquíssimo se tenha registrado. Essa é a grande razão da sociedade falar em machismo & feminismo.

          O feminismo, como movimento organizado, surgiu de fato, na Revolução Francesa e a história da emancipação da mulher tomou vários rumos.

          Atualmente, a mulher abandona, cada vez mais, o galope dos cavaleiros andantes de um ideal meio lírico de libertação, vendedor de ilusões, para posicionar-se lado a lado dos homens na estrada da grande aventura empregnada de desventuras.

          A sociedade rio-grandense tem tradição machista, pois é originária de uma oligarquia militarizada, que demarcou fronteiras, através de lutas e de guerras.

          A formação da mulher, desde a mais tenra idade, é direcionada para cuidar dos afazeres domésticos, rezar, enquanto aguarda o casamento com o noivo, que era escolhido pelo pai.

          A liderança singular da mulher, como mola-mestra do lar, não pode ser anulada e tão pouco esquecida pela sociedade gaúcha, pois sua participação ativa sempre deteve a estrutura da família e da sociedade.

          Não podemos esquecer, que a mulher sempre trabalhou nas estâncias, assegurando a economia do Rio Grande do Sul, enquanto seu pai, esposo e filho saiu para defender as fronteiras e os ideais rio-grandenses.

          Dentre tantas grandes mulheres, que se destacaram no cenário Rio-grandense, em defesa das nossas fronteiras, destacamos a Marquesa de Alegrete: heroína anônima, nobre pampeana, que em 14 de janeiro de 1717, na Batalha de Catalan, ao lado do esposo Marques de Alegrete – Luiz Telles de Caminha e Menezes e do filho, ajudou a escrever, com sangue suor e lágrimas, a história das batalhas entre Portugal e Espanha, servindo como enfermeira, mãe e até soldado, na demarcação de fronteiras do nosso pago gaúcho.

          A participação da mulher foi de fundamental importância no contexto da formação histórica, social e cultural do Rio Grande.

          A Revolução Farroupilha colocou a mulher num encontro ingrato e arriscado com a vida, porém, por mais ameaçadoras, que se tenham apresentadas as circunstâncias, ela sempre soube manter-se firme: quanto mais a situação era adversa, mais a mulher soube se transformar na forja sagrada das convicções do herói farroupilha.

          A mulher guerreira ficou conhecida por "vivandeira", a "china de soldado", foi a mulher, que acompanhou as tropas em seus deslocamentos e permaneceu nos campos de combate cuidando do soldado.

          A mulher estancieira foi a mulher, que permaneceu na estância, administrando as lides campeiras e domésticas, tomando conta do lar, dos filhos, da estância e cuidando dos negócios do homem ausente, que rezava pelos vivos e chorava os mortos. Era, aos olhos de Deus e da sociedade patriarcal – a mãe, a esposa, a filha – permanecendo em casa, aguardando ansiosa o desfecho da guerra e o retorno do guerreiro.

          A história também registra a mulher farroupilha do decênio heróico, que foi a mulher que, de uma forma ou de outra, figurou na história oficial do decênio heróico. Dentre elas, citamos Anita Garibaldi (Ana Maria de Jesus). Mulher intensamente feminina, ativa, forte de ânimo, de decisões rápidas, uma exímia cavaleira, que despertou em Giuseppe Garibaldi um fortíssimo sentimento, mesmo nos poucos contatos, que tiveram em Santa Catarina, quando da invasão de Laguna pelas tropas farroupilhas, além de Maria Josefa da Fontoura Palmiro, que promovia reuniões políticas em sua casa, em Porto Alegre, em apoio a Bento Gonçalves e aos Farrapos, também defendia a libertação dos escravos e tantas outras.

          Muitas foram as heroínas desconhecidas, que lograram entrar na história, mas nem sequer seu nome é conhecido, como Caetana, esposa de Bento Gonçalves da Silva e Elautéria, mulher de Manuel Antunes da Porciúncula.

          Foi neste dificílimo momento, que o valor da mulher farroupilha foi testado, fazendo com que seu coração vivenciasse as inúmeras novas circunstâncias, levando a sujeitar-se às necessidades, aos infortúnios, mas ela foi competente em sua função, incansável no desempenho do seu papel. Encantadora e generosa, companheira, não se deixou arrastar por convicções derrotistas, deixando na história um admirável perfil, abrindo perspectivas esplêndidas de esperança para seu companheiro, com admiráveis e imprescindíveis fatores decisivos e determinantes da inacreditável persistência dos farrapos.

          A mulher farroupilha, com seu sentimento de compreensão e solidariedade, muito auxiliou o desenvolvimento da semente da República Rio-grandense, fazendo frutificar, em heroísmo, a alma da gente farroupilha. Ela soube avaliar e enfrentar o perigo, não para receá-lo e sim para combate-lo. Esta foi a mais sublime e valorosa lição feminina, raramente descrita com a merecida justiça e homenagem dos pósteros.

          A mulher sempre promoveu a mais iluminada unidade de fé, auxiliou a compor as mais importantes páginas da história gaúcha, em meio a grande destruição, acreditou e fez acreditar, que sempre se salva algo dignificante da vida.

          Inúmeras foram as heroínas anônimas, que, cuidando dos filhos, dos interesses familiares e da economia do Rio Grande, deram ânimo, apoio e acreditaram nos anseios farroupilhas.

          Voltando o olhar sobre nosso heróico passado, constatamos que, mesmo durante o dramático e sangrento decênio farroupilha, o homem nunca esteve só: a providência divina colocou ao seu lado uma grande auxiliadora e fiel companheira, que lhe foi idônea.

          Como vive atualmente a mulher gaúcha? Nós mulheres já paramos para pensar quantas profissões exercemos ao mesmo tempo? Será que nosso companheiro e esposo, filhos já imaginaram o que é ser, ao mesmo tempo, mulher companheira, mulher mãe, mulher profissional a buscar o seu espaço, mulher economista, mulher enfermeira a cuidar de seus filhos e familiares adoentados, mulher psicóloga a entender, a auxiliar, a dar ânimo ao esposo, ao filho, frente a situações do cotidiano, mulher doméstica nos afazeres do lar, mulher cozinheira a preparar o alimento para a família, mulher intelectual, mulher social, mulher telefonista, mulher política, tudo por conta dos inúmeros afazeres diários? Pois é isso mesmo, na volta das vinte e quatro horas do dia, uma única mulher exerce todas as profissões possíveis e imagináveis.

          O tradicionalismo prima por preservar, divulgar e cultuar a tradição gaúcha, ou seja, o patrimônio sócio-cultural desta sociedade com tradição machista.

          Mas a mulher gaúcha, com sua intuição feminina de simplicidade, sentimento materno e inteligência, soube conquistar seu espaço ao lado daquele que é considerado o "mais machista dentre os homens".

          A mulher tradicionalista está ao lado do homem tradicionalista a orientar, a administrar e a planificar o tradicionalismo gaúcho. A mulher tem contribuído e muito para o engrandecimento e fortalecimento dos princípios, da filosofia do tradicionalismo, do cumprir e fazer cumprir seus Estatuto e Regulamento, suas normas, ao desempenhar funções como Patrão, Coordenadora Regional, Conselheira e detentora de outros cargos tão importantes e decisivos na estrutura organizacional e administrativa do tradicionalismo gaúcho, no propagar, divulgar e cultuar a tradição do Rio Grande.

          É bem verdade, que somos uma minoria, mas por opção da própria mulher e não por imposição do homem tradicionalista.

          Em 1947, surgia a Ronda Gaúcha e a Chama Crioula, cujos idealizadores foram homens. Em 1948, eles idealizaram a primeira entidade tradicionalista do Rio Grande do Sul, que foi o "35 CTG", em Porto Alegre. Embora tenha rompido com grande sucesso, a presença feminina foi mais acanhada. A mulher custou muito a integrar-se.

          O grande e incansável companheiro Cyro Dutra Ferreira, em sua obra "35 CTG" – O Pioneiro do Movimento Tradicionalista, faz o seguinte registro: Somente em junho de 1949, aconteceu a primeira reunião com moças da sociedade, especialmente convidadas. Dela participaram: Maria Zulema Paixão Côrtes, Derce Paixão Côrtes, Suli Dutra Soares, Sarita Dutra Soares, Lory Meireles Kerpen, Íris Piva, Norma Dutra Ferreira, Nora Dutra Ferreira, Damásia Medeiros Steinmetz e Linda Brasil Degrazzia. Na reunião, foi apresentada e aprovada a proposta da criação da Invernada das Prendas, tendo sido nomeada como Posteira Lory Meireles Kerpen. Também foram convidadas Lia Eilert dos Santos e Cyra Eilert dos Santos, as quais não obtiveram permissão do "velho", que queria primeiro ver no que dava a coisa... De fato e de direito, as irmãs Marilia e Ludemilla Zarrans são consideradas as primeiras prendas do movimento, pois, em algumas oportunidades, foram as duas primeiras colaboradoras do "35". Também é registrada a presença da menina Verinha Simch Vieira, que por ser criança, tinha a permissão de descer para o porão, visto que seu tio Cincha participava das reuniões.

          A transformação política, social, econômica e tecnológica chegou ao Rio Grande do Sul, obrigando a mulher gaúcha, a prenda tradicionalista sair às ruas, em busca de melhores condições de sobrevivência, porém conservando intacto o seu sentimento pela tradição gaúcha.

          Como mulher partícipe da sociedade gaúcha, como mulher tradicionalista, como mulher profissional, mãe, dona de casa, tenho a convicção de que a mulher conquista tudo que desejar, sem colocar-se contra o homem, até porque seria um desperdício, mas colocar-se ao lado dele, conquistando, com galhardia e absoluto zelo, seu espaço, sua valorização pessoal e profissional, um lugar em que não precise falar em machismo & feminismo, baseado na autenticidade, na participação conjunta num mundo estruturado no amor e na paz social.

Oração do Gaúcho

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo;

e com licença Patrão Celestial.

 

Vou chegando,

enquanto cevo o amargo de minhas confidências,

porque ao romper da madrugada e ao descambar do sol,

preciso camperear por outras invernadas e repontar do Céu,

a força e a coragem para o entrevero do dia que passa.

 

Eu bem sei que qualquer guasca,

bem pilchado,

de faca,

rebenque e esporas,

não se afirma nos arreios da vida,

se não se estriba na proteção do Céu.

 

Ouve,

Patrão Celeste,

a oração que te faço ao romper da madrugada

e ao descambar do sol:

 

"Tomara que todo mundo seja como irmão!

Ajuda-me a perdoar as afrontas e não fazer aos outros o que não quero para mim".

 

Perdoa-me, Senhor,

porque rengueando pelas canhadas da fraqueza humana,

de quando em vez,

quase sem querer,

eu me solto portera afora...

êta potrilho chucro,

renegado e caborteiro...

mas eu te garanto,

meu Senhor,

quero ser bom e direito!

 

Ajuda-me,

Virgem Maria,

primeira prenda do Céu.

Socorre-me,

São Pedro,

Capataz da Estância Gaúcha.

Prá fim de conversa,

vou te dizer meu Deus,

mas somente pra ti,

que tua vontade leve a minha de cabresto pra todo o sempre

e até a querência do Céu.

Amém

Adágios Gauchescos

>>Abichornado...

- como urubu em tronqueira.

- viúvo que se deu bem em casamento.

 

>>Mais afiada...

- que língua de sogra.

- que navalha de barbeiro caprichoso.

 

>>Alegre...

- como lambari de sanga.

- que nem paisano a meia-guampa.

 

>>Amarga...

- como erva caúna.

 

>>Mais amontoado...

- que uva em cacho.

 

>>Mais ansioso...

- que anão em comício.

 

>>Mais apertado...

- que queijo em cincha.

- que bombacha de fresco.

- que rato em guampa.

 

>>Mais apressado...

- que cavalo de carteiro.

 

>>Mais arisco...

- do que china que não quer dar.

 

>>Assanhado...

- como solteirona em festa de casamento.

- como lambari de sanga.

- como ganso novo em taipa de açude.

 

>>Mais assustado...

- que cachorro em canoa

- que cavalo passarinheiro.

- guri em cemitério

 

>>Mais atirado...

- que alpargata em cancha de bocha.

- capataz de estância grande

 

>>Mais atoa...

- que guri no mato.

 

>>Atrapalhado...

- que nem cego em tiroteio.

- que nem sapo em cancha de bocha.

- feito discurso de turco

 

 >>Mais atrasado...

- que risada de surdo.

 

>>Babava...

- como boi com aftosa.

 

>>Tão baixinho...

- que quando peida levanta poeira do chão.

 

>>Baixo como...

- vôo de marreca choca.

- tamborete de china.

- umbigo de cobra.

- barriga de sapo.

 

>>De boca aberta...

- que nem burro que comeu urtiga.

 

>>Bom...

- como namoro no começo.

- como faca achada.

 

>>Bonita...

- que nem laranja de amostra.

 

>>Buliçoso...

- como mico de viúva.

- como gato de moça velha. Cara amarrada...

- como pacote de despacho.

 

>>Chato...

- como chinelo de gordo.

- como colchão de gordo

- que nem gilete caída em chão de banheiro.

 

>>Cheio...

- como corvo em carniça de vaca atolada.

- como penico em dia de baile.

- como barril de chopp em festa de crente.

- como bolsa de china.

- como mala de contrabandista.

 

>>Cheirando bem...

- como cogote de noiva.

 

>>Cobiçada...

- como anca de viúva nova e bonita.

 

>>Mais Colorida...

- do que bombacha de turco.

  

>>Mais comprido...

- que putiada de gago.

- que trova de gago.

- que esperança de pobre.

- que suspiro em velório.

- que cuspe de bêbado.

 

>>Mais conhecido...

- do que parteira de campanha.

- que feijão em cardápio de quartel

 

>>Mais constrangido...

- que padre em puteiro.

 

>>Contrariado...

- como gato a cabresto.

 

>>Coxuda...

- como leitoa no engorde.

 

>>Mais curto...

- que coice de porco.

- que estribo de anão.

 

>>Desconfiado...

- como cego que tem amante.

 

>>Devagarzito...

- como enterro de viúva rica.

 

>>Mais difícil...

- que nadar de poncho e dormir de espora sem rasgar lençol.

 

>>Dinheiro na mão de pobre é...

- como cuspe em ferro quente.

 

>>Dorme...

- atirado que nem lagarto.

 

>>Mais duro...

- que salame da colônia.

 

>>Engraxado

- que nem telefone de açougueiro.

 

>>Empacado...

- como burro de mascate.

 

>>Mais encolhido...

- que tripa grossa na brasa.

  

>>Enfeitado...

- como bidê de china.

- como bombacha de turco.

- como mula de mascate.

- como carroça de cigano.

- como quarto de china.

- como santo milagroso.

- como guaiaca de gringo.

 

>>Mais enrolada...

- que lingüiça de venda .

- que namoro de cobra.

>>Mais entravado...

- que carteira de sovina.

 

>>Esburacado...

- como poncho de calavêra.

 

>>Escasso...

- como pêlo em recavém de touro .

- como passarinho em zona de gringo.

 

>>Esfarrapado...

- que nem poncho de gaudério.

 

>>Esparramados...

- como dedos de pés que nunca entraram em botas.

- que pé de gringo.

 

>>Extraviado...

- que nem chinelo de bêbado.

 

>>Faceiro...

- que nem ganso novo em taipa de açude.

- como pica-pau em tronqueira.

- como mosca em tampa de xarope.

- como guri de tirador novo.

- como passarinho velho em gaiola nova.

- como lambari em poça d’água.

 

>>Mais fechado...

- que baú de solteirona.

 

>>Mais fedorento...

- que arroto de corvo.

 

>>Feia...

- como mulher de cego.

 

>>Mais feio...

- que indigestão de torresmo.

- que rodada de cusco em lançante.

- que briga de foice no escuro.

- que paraguaio baleado.

- briga de touro.

- facada na bunda

- tombo de mão no bolso.

- que sapato de padre.

 

>>Feliz...

- como pinto no lixo.

- como puta em dia de pagamento de quartel

- como milico em dia de soldo

 

>>Mais Fino

- do que assobio de papudo.

 

>>Firme...

- que nem palanque em banhado.

- que nem prego em taquara.

- como beliscão de ganso.

 

>>Folgada...

- como luva de maquinista, que qualquer um mete a mão.

- como peido em bombacha.

- como cama de viúva.

 

>>Mais por fora...

- que surdo em bingo.

- que cabelo de côco.

- que cotovelo de caminhoneiro.

 

>>Mais forte...

- do que peido de burro atolado.

- que porteiro de cabaré.

 

>>Frio...

- de empedrar água do poço.

 

>>Ganiçando...

- como cusco que levou água fervendo pelo lombo .

 

>>Mais gasto...

- que fundilho de tropeiro.

 

>>Gordo e lustroso...

- como gato de bolicheiro.

- como cusco de cozinheira.

 

>>Mais Gordo..
- que noivo de cozinheira.

 

>>Mais gostoso...

- que beijo de prima.

>>Mais grosso...

- que nem toco de açougue.

- que dedo destroncado.

- que parafuso de patrola.

- que papel de enrolar prego.

- que mandioca de dois anos.

- que rolha de poço.

 

>>Mais grudado...

- que bosta em tamanco de leiteiro.

 

>>Mais informado...

- que gerente de funerária.

- Alma inquieta ...

- como galho de sarandi tocado pelo vento.

 

>>Mais intrometido...

- que piolho na costura.

 

>>Judiado...

- como filhote de passarinho em mão de piá.

 

>>De alma leve...

- como um passarinho.

 

>>Mais ligeiro...

- que enterro de bexiguento.

 

>>Liso

- como sovaco de santo.

 

>>Louco...

- como galinha agarrada pelo rabo.

 

>>Mais magro...

- que guri com solitária.

 

>>Maldoso...

- como petiço de guri.

- que rato de igreja.

- que sorro de grota.

Mais medroso...

- que velha em canoa.

- que cascudo atravessando galinheiro.

 

>>Mais metido...

- que merda em chinelo de dedo.

- que dedo em nariz de piá.

 

>>Nervoso...

- como potro com mosca no ouvido.

- como gato em dia de faxina.

 

>>Mais nojento...

- que mocotó de ontem.

>>Pacensioso

- como gato de bolicheiro.

 

>>Parado

- que nem água de poço .

 

>>Mais perdido...

- que peido em bombacha.

- que cusco em procissão.

- que cego em tiroteio.

 

>>Perfumado...

- como mão de barbeiro.

 

>>Pior...

- que jacaré sem lagoa.

- que cusco que caiu do caminhão da mudança.

 

>>Quente...

- como frigideira sem cabo.

 

>>Rebola mais...

- que minhoca nas cinzas.

 

>>Sabido...

- como sorro velho.

 

>>Seca...

- como tiro de 12 cano-serrado.

 

>>Sério...

- que nem defunto.

- feito delegado em porta de baile.

- que nem guri cagado.

- como guri que examina galinha para ver se tem ovo.

 

>>Sincero...

- como vaca pro touro.

 

>>Sofrendo...

- como joelho de freira na Semana Santa.

 

>>Sólita...

- como galinha em gaiola de engorde.

 

>>Mais sujo que...

- pau de galinheiro.

 

>>Sutil...

- como gato que vai pegar passarinho.

 

>>Tradicional...

- como embalagem de Maisena.

- como fórmula de Minâncora.

 

>>Tranqüilo...

- que nem cozinheiro de hospício.

- como água de poço.

- como capincho em taipa de açude.

 

>>Mais vagaroso...

- que tropeiro de lesma.

 

>>Mais virado...

- que bolacha em boca de velha.

 

>>Mais à vontade...

- que bugio em mato de boa fruta.

 

>>Vivo...

- como cavalo de contrabandista.

 

>>Mais velho...

- que andar de pé.

 

>>mais apagado...
- que fogão de tapera

 

>>branco...
- comoaipim descascado

 

>>mais caro que...
- argentina nova na zona

 

>>cara amarrada...
- como pacote de despacho

 

>>chorão como..
- terneiro novo

 

>>doído...
- como guasqueaço em testa de negro, em comércio de carreira

 

>>se espalhou...
- como como pó de mangueira em pé de vento

 

>>falso feito..
- cobra engambelando sapo

 

>>firme...
- que nem palanque em banhado
- que nem prego em taquara
- feito prego em polenta
- como beliscão de ganso

 

>>leve feito...
- pisada de gato

 

>>mais medroso ...
- que velha em canoa
- que cascudo atravessando galinheiro

 

>>vermelho...
- feito pitanga madura

Danças Gaúchas

     Os ritmos executados no baile devem ser originais que preservem a autenticidade do folclore gaúcho de forte influência histórica européia e latino-americana. Quanto ao fandango antigo no Rio Grande do Sul as mais populares são: anu, balaio, queromana, tatu e tirana. No fandango atual são executados preferencialmente os seguintes ritmos do folclore vigente: marchas, vaneras, vanerões, xotes, milongas, rancheiras, polcas, valsas, chamamés e bugios.
 

     Os ritmos de fandango são musicalmente ricos e variados permitindo evoluções belas e harmoniosas na dança, cada ritmo dança-se de um jeito e cada ritmo tem a sua característica própria de ser dançado. Sendo assim recomenda-se que o conjunto musical de fandango execute todos dos ritmos de forma variada e criteriosa sem distorcer um determinado ritmo acelerando-o para um efeito mais ágil e nem repetindo excessivamente o mesmo ritmo musical caindo na mesmice ou ainda descaracterizando-o quanto a sua forma original. Esses ritmos apresentam as seguintes características históricas:
 

Marcha Polonaise

“A Polonesa ou Polonesie é dança originária da Polônia que foi mencionada após o ano de 1675. Essa dança de conjunto teria se originado de uma marcha triunfal de antigos guerreiros poloneses. Nas áreas de colonização italiana e alemã, no Rio Grande do Sul, a Polonesie continua sendo a dança solene de abertura de bailes ou ponto culminante de festividades como: Festa do Rei do Tiro e Kerbs”.
 

Marcha

“No Brasil, teve origem nos blocos carnavalescos de rua, pois além de peças musical e coreográfica relacionada com o carnaval, o nome indica um dos passos do antigo 'Quicumbis' (Dança de Igreja)”.

Valsa

“Sua origem mais próxima vem das danças rústicas alpinas (Austria), destacando-se o Lãndler. Do campo a Valsa foi para as cidades, notabilizando-se, inicialmente em Viena. Expandiu-se por toda a Europa, porém, na França a Valsa assumiu feições próprias (lenta, lânguida, sentimental). No Brasil a Valsa foi cultivadíssima no século passado, desde o nível popular até o erudito”.

Rancheira

“É uma versão nacionalizada da Mazurca (Dança de origem polonesa) na Argentina, Brasil e Uruguai. ... No estilo da fronteira dança-se a Rancheira bem marcada com batida de todo o pé no chão, assemelhando-se assim os movimentos dos pares a um valseado. O gaiteiro quando toca segura mais a nota musical, dando mais extensão à nota. Liga (Legatto = ritmo constante). ... Na serra difere do estilo fronteiriço apenas na forma de executar, pois dança-se bem rápido e puladinho com acentuada marcação de todo o pé no tempo forte da música (1º tempo). O gaiteiro serrano faz uma sequência com interrupção da nota musical. (Stacatto = ritmo alternado)”.

Vanera

    A Vanera, Vaneira ou ainda Havaneira tem origem na Habanera, ritmo cubano com o nome em referência a capital Havana (La Habana). É uma aculturação dos ritmos afros pelos cubanos, entretanto exportadas aos salões europeus especialmente os de Paris e Madri, foi dança de sucesso muito apreciada, difundida e preferida por compositores franceses e espanhóis. A Vaneira chegou no Brasil por volta de 1866 influenciando ritmos como o samba-canção brasileiro, e outros do fandango gaúcho tais como o vanerão, o limpa-banco e o bugio.
    No Rio Grande do Sul a Vanera é um ritmo musical de andamento moderado, a coreografia é de dois passos para um lado (pé esquerdo) e um passo para o outro lado (pé direito), observando-se dois tempos musicais para ambos os lados.
    A Vanera conquistou um espaço privilegiado entre os conjuntos musicais de fandango, sendo hoje, presença marcante e obrigatória em qualquer baile tradicional, praticamente sendo o ritmo básico do baile ou o mais executado no evento.

Vanerão

 

“... é uma música de andamento rápido, mas com acompanhamento e características típicas da Habanera”.

 

Bugio

 

    O nome desse ritmo e os movimentos excecutados na dança são inspirados em um tipo de macaco muito astuto e popular que habita as regiões de matas no sul do país, o bugio.
    É  um autêntico ritmo gaúcho, criado e desenvolvido no Rio Grande do Sul, diferente dos demais que mesmo com suas adaptações são das mais diversas origens (geralmente européias). Não sabe-se ao certo mas, alguns dissem que o bugio surgiu de um erro do gaiteiro, outros dissem que foi da tentativa de imitar o ronco do bugio usando o jogo de fole da gaita.
    Era dança da ralé (camada inferior da sociedade) comum nos bailes ´Bragados´ da região rural missioneira e nos meretrícios, mas tornou-se bastante popular passando a ser aceita até mesmo nas festas da alta sociedade. Atualmente o Bugio tem grande aceitação no meio tradicionalista e na maioria das festas populares do Rio Grande do Sul especialmente nas regiões das missões, no planalto médio e nos campos de cima da serra, mas parece perder espaço entre grupos musicais, mesmo sendo a dança de salão mais autêntica e gaúcha entre todas as coreografias e ritmos executados no baile tradicional.
    A coreografia lembra os movimentos do macaco, dois passos para cada lado, cada compasso é binário e equivale a dois movimentos para cada lado, sendo que na passagem do segundo para o terceiro movimento no momento em que é dado o jogo de foles da gaita, os pares dão um pulinho lateral.

Xote

 

“Segundo Baptista Siqueira, a Schottisch entrou no Brasil no início da década de 1850, difundindo-se pelo país. O nome da dança (é palavra alemã que significa escocesa) é enganoso, pois conforme o Grove´s Dictionary of Music and Musicians (5ª ed. 1955), do ponto de vista moderno é que essa dança nada tem a ver com a Escócia. É uma dança de procedência francesa com nome escocês. O compasso do Schottisch é binário ou quartenário e o andamento é rápido”.

 

Milonga

 

“Dança urbana de Buenos Aires, da mesma geração do Tango, mas com melodia e ritmo brejeiro. O sentido do termo provém da língua ”Bunda” da República dos Camarões, (Melunga = palavra, o plural é Milonga)”.

 

Chamamé

 

“Para o folclorista argentino Joaquim Lopez Flores, essa dança correntina (Província de Corrientes) teria nascido justamente da velha “Chimarrita” do Rio Grande do Sul (introduzida pelos açorianos)”.